Histórico do Aeroporto de Vilhena

Breve Histórico do Aeroporto de Vilhena construído pela construtora Camargo Corrêa na década de 60. Abaixo navegue em nossa galeria de fotos antigas do Aeroporto de Vilhena.

Tão logo anunciada a construção da Rodovia Brasília-Acre, a BR 29 (atual BR 364), em fevereiro de 1960, não eram poucos os obstáculos a vencer, ainda mais dentro do prazo estipulado pelo presidente Juscelino Kubitschek para conclusão da obra: dez meses.

Região desconhecida, mata fechada, acesso muito difícil. Foi necessário abrir diversas frentes de trabalho ao mesmo tempo e, como não havia campo de pouso para abastecê-las, só mesmo com a ajuda vinda do céu. Os suprimentos tinham de ser jogados de aviões e as equipes saíam para procurá-los no meio da selva.

Foram construídos na região três campos de pouso. A Camargo Corrêa ficou responsável pelo campo de pouso de Vilhena. O primeiro avião a pousar nesta pista foi um DC-3 da FAB, em 4 de julho de 1960, trazendo o presidente Juscelino Kubitschek, a primeira dama, Sara Kubistchek, e as duas filhas do casal, além de diversas autoridades e jornalistas, para a derrubada da última árvore. A pista foi construída e asfaltada pela Camargo Corrêa em apenas 25 dias:

“Vilhena até há dois meses nada mais era do que uma única casa da linha telegráfica estendida por Rondon em 1910. Neste imenso deserto, onde o cerrado do planalto central brasileiro dá lugar à pujante floresta Amazônica, só existia aquela casa de barro onde um índio Pareci cuidava da linha telegráfica, sendo ele mesmo o telegrafista. Mas, há três meses, a firma paulista Camargo & Corrêa aqui chegou com grande equipamento rodoviário e desde então Vilhena tomou novo aspecto. E aqui em Vilhena, onde somente às vezes apareciam grupos de índios Nhambiquaras, a empresa construtora, trazendo trabalhadores e máquinas iniciou a construção de uma pista pavimentada para aviões. Em vinte e cinco dias, essa pista foi terminada, medindo 1.400 metros de extensão, por 50 de largura. Perto, ou seja, cerca de oito quilômetros de distância, a empresa deixou gigantesca árvore no meio da estrada BR 29, Rodovia Acre-Brasília, a fim de ser derrubada pelo presidente da República”. Jornal Diário da Amazônia, 13/9/2001

Histórico Aeroporto de Vilhena
Fonte: Camargo Corrêa

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